Autocaravana pela Costa Vicentina: Roteiro de 10 dias

Desde o ano 2000 que sonhava em repetir a magnífica experiência de passar férias numa autocaravana, e este ano com a pandemia global de COVID-19, juntei o útil ao agradável! Embarquei numa aventura de 10 dias de Autocaravana pela Costa Vicentina, de Lisboa a Sagres!

COMO ALUGAR?

Sendo quatro adultos e uma criança, decidimos alugar uma Autocaravana com 6 lugares de dormida, casa de banho e cozinha, muito espaçosa e bem equipada, através da plataforma Yescapa. O processo de aluguer é super facilitado, e inclui ainda uma subscrição premium numa aplicação (Caramaps) que nos permite saber onde existem pontos de serviço para autocaravanas por todo o país. A nossa ideia era ir de autocaravana pela Costa Vicentina e Litoral Alentejano até Sagres em grande contacto com a natureza, e evitar multidões, pelo que utilizámos esta aplicação para saber onde podíamos pernoitar e onde podíamos encher o depósito de águas limpas e esvaziar o depósito das águas cinzentas, sem ter que ficar acomodados em parques de campismo.

COVID-19

ATENÇÃO

Infelizmente fomos surpreendidos uma das noites pela GNR, que nos avisou que não podíamos pernoitar ali – isto pelas alterações que o Decreto Lei nº 24/2020 (publicado a 25 de Maio de 2020) veio trazer ao autocaravanismo, que ainda são muito recentes e nos eram desconhecidas. E devo dizer que muito aprendi antes da viagem graças a este artigo do Blog “O Mundo no Meu Caminho”.

DIFERENÇA ENTRE ROTA VICENTINA E COSTA VICENTINA?

Tendo em conta que 10 dias não era assim muito tempo, decidimos não percorrer a Rota Vicentina na totalidade, mas sim ir apenas até Sagres. Para poderem perceber melhor os conceitos que vou utilizando no nosso itinerário, vou primeiro esclarecer a diferença entre os conceitos Rota Vicentina e (Parque Natural do Sudoeste Alentejano e) Costa Vicentina:

  • Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina: é um Parque Natural (área protegida denominada pelo ICNF) que se localiza no litoral sudoeste de Portugal, entre São Torpes e Burgau (município Vila do Bispo, concelho de Lagos).
  • Costa Vicentina: é a região do litoral entre o concelho de Aljezur e Burgau.
  • Rota Vicentina: é uma Associação para a Promoção do Turismo de Natureza na Costa Alentejana e Vicentina, cuja missão é investir na protecção ambiental e no desenvolvimento do turismo sustentável na região. E como uma das melhores formas de dar a conhecer e preservar é através da caminhada, a Rota Vicentina enquadra vários trilhos e caminhos distribuídos entre o Trilho dos Pescadores (mais junto ao litoral, a azul no mapa), o Caminho Histórico (mais pelo interior, a verde no mapa) e vários Percursos Circulares (a laranja no mapa).
Mapa Rota Vicentina
Trilhos da Rota Vicentina

Para poderem planear que trilhos gostariam de conhecer da Rota Vicentina, aconselho-vos a ver o mapa interactivo aqui.

ONDE PERNOITAR

ONDE TROCAR AS ÁGUAS DA AUTOCARAVANA

O NOSSO ITINERÁRIO

Dia 1: Lisboa – Sines

No primeiro dia já não saímos muito cedo de Lisboa infelizmente, pelo que foi basicamente fazer o caminho até Sines. Infelizmente o clima não nos ajudou, e pela altura em que pudemos sair da autocaravana, o Castelo de Sines já estava fechado. Fizemos uma caminhada pela vila, muito calma, e desfrutámos das luzes no Porto de Recreio de Sines.

Porto de Recreio de Sines
Porto de Recreio de Sines

Dia 2: São Torpes – Praia da Samouqueira – Vila Nova de Milfontes

Apesar da continuação do mau tempo, decidimos ir visitar a Praia de São Torpes, pois ainda que não seja nenhuma beldade, tem umas correntes de água quentes que a tornam única. Este fenómeno não é natural, mas sim devido à proximidade da Central Termoeléctrica de Sines.

No entanto, posso dizer que a bela aventura começou quando encontrámos um spot nas falésias com vista para a Praia da Samouqueira! O sol finalmente brilhava, o céu estava bem azul, e pudemos desfrutar de um excelente almoço na companhia de várias autocaravanas vizinhas, e uma vista deslumbrante!

O resto do dia fizemo-nos à estrada até Vila Nova de Milfontes, e decidimos pernoitar num parque de terra batida no lado norte do Rio Mira, pelo que aproveitámos para conhecer a vila a pé. Acabámos por jantar num restaurante que não posso deixar de vos recomendar, A Choupana, que fica na Praia do Farol. Para além de uma paisagem inesquecível, que nos permite ver um pôr do sol fantástico, serve um peixe tão fresco, feito na brasa mesmo à nossa frente! Umas sardinhas e uma dourada grelhadas apenas com sal, acompanhadas de uma simples salada e batata cozida com azeite, serviu para nos encher o coração!

De forma a digerir melhor o jantar, fizemos uma grande caminhada até ao Forte de São Clemente.

Dia 3: Trilho da Cascata de Vila Nova de Milfontes – Praia do Malhão – Praia das Furnas

Seguindo os conselhos dos Vagamundos, decidimos fazer o Trilho da Cascata de Vila Nova de Milfontes (também conhecido como a Cascata da Rocha de Água de Alto), que nos demorou umas 3h (tendo em conta que tínhamos uma pequenina de 6 anos a acompanhar!). Infelizmente, a Cascata estava seca (o que é de esperar em alturas mais quentes do ano), mas ainda assim gostámos muito da experiência e de estar completamente imersos na natureza!

Trilho da Cascata de Vila Nova de Milfontes
Trilho da Cascata de Vila Nova de Milfontes

Para fazerem o Trilho, sigam o mapa em baixo (não é da minha autoria, mas sim dos Vagamundos), que podem descarregar para o vosso Google Maps. O início do Trilho é o ponto verde e o fim é o ponto vermelho.

Para refrescar depois desta grande caminhada, fomos até à Praia do Malhão, ver as paisagens a partir das falésias no final da tarde.

No final do dia, resolvemos ir pernoitar no melhor spot onde estivemos toda a viagem de autocaravana pela Costa Vicentina: na margem sul do Rio Mira, numa zona de terra batida mesmo em frente à praia das Furnas. Um dos locais mais tranquilos, cheio de boa vibe, onde várias autocaravanas estavam parqueadas, mas sem ninguém incomodar ninguém. E o melhor deste local, é que nos permite fazer uma caminhada pela estrada de terra batida fora, até irmos dar ao areal da Praia das Furnas. E como está do outro lado da vila, é uma zona de pouca luz artificial, pelo que se vê as estrelas todas, dando-nos mesmo aquela sensação de liberdade no “acampamento selvagem”. Infelizmente a qualidade do telemóvel não demonstra a beleza que vos estou a explicar, mas ainda assim dá para ver os pontinhos brilhantes no céu.

Dia 4: Centro Vila Nova de Milfontes – Cabo Sardão – Porto das Barcas – Zambujeira do Mar

Centro Vila Nova de Milfontes
Centro Vila Nova de Milfontes

Enquanto uns reabasteciam as compras de comida para autocaravana, outros foram passear de bicicleta uma última vez pelo centro de Vila Nova de Milfontes. Daí seguimos para a praia de Almograve, onde demos uns belos mergulhos e recuperámos energias durante umas 2h!

Trilho dos Pescadores Almograve Zambujeira do Mar
Trilho dos Pescadores: Almograve – Zambujeira do Mar

Depois partimos para o Cabo Sardão e estacionámos a autocaravana junto ao Farol, pois ouvimos dizer que o Trilho dos Pescadores entre o Cabo Sardão e a Zambujeira do Mar, é dos troços mais bonitos de se percorrer. Efectivamente vimos uma paisagem imponente, do encontro entre o mar, a rocha, e a vegetação, e gostámos de tal forma que decidimos tentar encontrar uma cache (do jogo Geocaching), o que a minha sobrinha adorou!

Geocaching no Cabo Sardão
Logbook da Cache (Geocaching)

Depois deste troço, voltámos à autocaravana e fizemo-nos à estrada até ao Porto das Barcas: uma zona tipicamente piscatória, com instrumentos de pesca por todo o lado, a decorar os alpendres das casas modestas. E junto à zona de embarque, onde vemos os barcos de pesca, encontrámos umas águas super transparentes e tentadoras! Não deixem de lá passar, vale mesmo a pena para conhecer um recanto diferente!

Depois desta bela imagem de postal, resolvemos pôr-nos a caminho da Zambujeira do Mar. Antes de irmos preparar o nosso churrasco para jantar, fomos tratar dos serviços da autocaravana no Camping Villa Park Zambujeira, onde pagámos 5.80€ para encher as águas limpas, esvaziar as águas sujas e despejar a cassete do WC.

De seguida fomos para o segundo melhor spot para parquear (e pernoitar*), que é num parque de estacionamento no cimo da falésia, onde tivemos vista para o mar e para a vila. Foi um serão divinal: vimos o pôr-do-sol, ouvimos música leve e bebemos um belo vinho!

Autocaravana Zambujeira do Mar à Noite
Noite Zambujeira do Mar Autocaravana

*A parte do pernoitar é que foi mais complicado. Pelas 2h da manhã fomos acordados pela GNR a dizer que não podíamos pernoitar ali, tínhamos que ir para um parque mais interior, não tão perto do mar. Isto tem a ver com as alterações que o Decreto Lei nº 24/2020 (publicado a 25 de Maio de 2020) veio trazer ao autocaravanismo, como expliquei em cima. Tal como O Mundo no meu Caminho explica, apesar das autocaravanas serem um veículo ligeiro, o governo esclareceu que as autocaravanas não podem estacionar (permanecer sem ocupantes) nem pernoitar (permanecer com ocupantes) nos estacionamentos das praias, durante a época balnear de 2020.

Assim sendo, conseguimos arranjar um estacionamento a 5-10 minutos de condução dali, onde pudemos ficar a dormir sem problemas.

Dia 5: Zambujeira do Mar – Praia da Amália – Odeceixe – Aljezur

Praia da Zambujeira do Mar

De manhã fomos passear à vila da Zambujeira do Mar, e apesar da praia estar super tentadora (olhem para a maravilha de água que temos!), não nos deixámos ficar.

Em vez disso, seguimos para a Praia da Amália (em baixo), uma verdadeira aventura!

Trilho Praia da Amália

Na fotografia em cima à direita podem ver parte do percurso pedestre que se tem de percorrer para chegar à Praia da Amália. É super acessível para crianças e adultos, e só há uma parte um pouco escorregadia devido a um riacho que passa por lá.

Esta foi uma das Top praias da viagem, pois para além de ser mais resguardada (devido ao caminho “escondido”), tem uma característica única: uma cascata de água doce!

Cascata Praia da Amália
Cascata Praia da Amália

Esta cascata tem água super fria, mas dá imenso jeito para “tomar um banho de água doce”, quando temos que poupar água na autocaravana! 😅

Decidimos que íamos jantar e pernoitar em Aljezur, mas fomos primeiro picar o ponto na Praia de Odeceixe, que tinha uma luminosidade fantástica (já ao final do dia). Não explorámos muito Odeceixe, mas parece ter uns aldeamentos turísticos muito bons para umas férias em família, com terraços óptimos para “churrascada”!

Praia de Odeceixe

Jantámos na Cervejaria de Mar, um restaurante aconselhado pelo Boa Cama Boa Mesa, de marisco super fresco e saboroso! Fiquei fã de uma entrada que era salada fria de Raia: o aspecto lembrava salada russa (que eu não gosto), mas o sabor era bem diferente! Passeámos pela vila depois de jantar, e fomos dormir cedo pois na manhã seguinte eu ia dar uma aula de fitness à malta!

Dia 6: Castelo de Aljezur – Praia da Amoreira – Praia da Arrifana – Carrapateira

Depois de aquecermos as pernas no fitness matinal, decidimos ir conhecer Aljezur a pé, e fomos até ao Castelo.

Grafiti nas ruas de Aljezur

Apesar de uma vista interessante sobre a cidade, o castelo em si está muito degradado infelizmente, e não passa de um conjunto de ruínas com a bandeira de Portugal no ponto mais alto.

Como ficámos um bocado desanimados, fomos conhecer a Praia da Amoreira, e depois ficámos a relaxar na Praia da Arrifana. Uma praia muito agradável, e pelos vistos um bom sítio para fazer surf! Nós queríamos ter tido aula, mas durante o tempo que lá estivemos não estava boa maré para isso. Esta praia fica no fundo de uma grande estrada que desce, portanto se estacionarem cá em cima (há um parque de estacionamento) ainda têm que andar cerca de 15 minutos a pé até chegar ao areal. Pelo caminho havia carros estacionados na berma da estrada, mas acho preferível não o fazer.

Praia da Arrifana – Imagem de Kyle Taylor

No final do dia fomos até ao Camping do Serrão para mudar as águas da autocaravana e ir descansados até ao ponto de dormida, em Carrapateira.

Dia 7: Praia da Bordeira – Miradouro da Cordoama (Vila do Bispo) – Cabo São Vicente (Sagres) – Vila de Sagres

Neste dia fartámo-nos de caminhar, pois decidimos percorrer a Praia da Bordeira de uma ponta à outra! Demorámos à vontade umas 2h30, e no final praticámos o nudismo e mergulhámos sem nada! Soube tão bem para refrescar! Encontrámos umas formações rochosas que davam um ar muito engraçado à paisagem!

Eu e a Inês na Praia da Bordeira

Com a moleza da caminhada, fomos fazendo algumas macacadas na autocaravana pelo caminho, e parámos no Miradouro da Cordoama (em Vila do Bispo).

E depois deste miradouro, demorámos muito pouco tempo a chegar ao nosso destino final: Sagres! Ainda antes de irmos procurar lugar para a autocaravana, fomos até ao Farol do Cabo de São Vicente.

Depois fomos estacionar a autocaravana num parque de estacionamento fantástico: super amplo, muito bem localizado (perto da Fortaleza de Sagres), que permitia estacionar e pernoitar, gratuitamente! Ficámos a pernoitar as duas noites no mesmo sítio, valia mesmo a pena! No resto deste dia fomos passear por Sagres e ver umas lojas. E à noite fomos jantar fora num restaurante indiano muito agradável, e tomar um copo no Dromedário Bistro Bar. E ainda tivemos a hipótese de ver o barman a fazer uns malabarismos com os copos!

Dia 8: Fortaleza de Sagres – Farol da Baleeira – Praia do Martinhal – Fortaleza do Beliche

Depois de uma noite muito bem dormida, tivemos um dia cheio de actividade física, e a minha sobrinha não nos deixou ficar mal! Apesar das pernas mais curtidas, conseguiu acompanhar-nos de bicicleta para todo o lado! Fomos até à Fortaleza de Sagres, mas decidimos não pagar para entrar, pois não havia muito para ver do outro lado, e tínhamos receio de não ter tempo para tudo nesse dia. Pusemo-nos a caminho do Farol da Baleeira, e para além de todo o material de pesca que encontrámos, havia tantas gaivotas!

Sendo uma zona piscatória, os locais aconselharam-nos a não fazer praia ali, pelo que fomos para a Praia do Martinhal, e ainda bem que o fizemos! Uma praia pequena-média, com muito pouca gente, sossegada e sem ondas. Estacionámos as bicicletas e ali ficámos a recuperar forças.

Praia do Martinhal, Sagres
Freebird from Madrid, Spain / CC BY-SA

Depois fomos almoçar à autocaravana e pôr-nos novamente à estrada (em bicicleta) até à Fortaleza do Beliche. Foi uma volta de 10km no total, portanto podem imaginar como a criança ficou, coitadinha: feliz mas ao mesmo tempo irritada do cansaço! Foi um passeio muito agradável, sempre pela estrada e com uma paisagem desértica de um lado, e marítima do outro. Fazia lembrar uma Route 66 mas de bicicleta, e com mar ao lado! Como não tínhamos que mudar de spot, fomos descansados até ao Intermarché de Sagres, e decidimos fazer noitada de hambúrgueres e jogos na autocaravana. Soube mesmo a férias!

E atenção que se fizermos compras no Intermarché num valor mínimo de 30€, é-nos dada uma ficha para utilizar nos serviços de águas da autocaravana, o que dá bastante jeito! Caso não façam compras, paga-se 2€ por essa ficha. Nós usufruímos das duas situações e pudemos tomar banho na autocaravana e mudar as águas à vontade em 48h!

Dia 9: Ponta da Atalaia – Praia da Ponta Ruiva – Zambujeira do Mar

Com as baterias recarregadas, arriscámos a nossa sorte e fomos pescar para a Ponta da Atalaia, tal como os locais nos tinham recomendado. Infelizmente, como ainda somos principiantes, só conseguimos pescar um peixe muito pequenino, que deitámos ao mar de novo! Mas valeu a pena pela aventura, e pela vista que tínhamos da falésia. 🙂

Com muita pena nossa, estava na altura de nos despedirmos de Sagres, e começar a viagem de regresso.

Depois seguimos a recomendação de um amigo que conhece muito bem Sagres, e fomos até à Praia da Ponta Ruiva. Uma praia mais próxima de Vila do Bispo, super desértica e longe de estradas principais! Primeiro tivemos de andar com a autocaravana por uns caminhos de terra bastante desafiantes, até que decidimos parar de vez. O resto fizemos a pé, e ainda nos demorou uns 20/25 minutos até chegar ao areal. Não foi das minhas praias favoritas, mas dizem que para o surf é fantástica, pois é uma zona muito ventosa.

No final do dia, decidimos fazer o último jantar num restaurante de sushi, o Encontro a Sul, na Zambujeira do Mar. Apesar de ter duas cozinhas (Japonesa e Nepalesa), o que costuma fazer diminuir a qualidade, ficámos surpreendidos pela positiva, e o serviço era muito atencioso. Pudemos desfrutar do jantar nas calmas, pois o nosso local de dormida era um parque de estacionamento mesmo à frente do restaurante.

Dia 10: Porto Covo – Praia dos Buizinhos – Lisboa

Como na descida não parámos em Porto Covo, decidimos fazê-lo no último dia e foi uma escolha muito acertada. Passeámos pelas ruas da vila, e deu para ver um número crescente de turistas (o que até deu gosto pelos comerciantes, tendo em conta o quanto o sector turístico ficou afectado pela questão da pandemia)! Almoçámos uma bela Sapateira, chocos fritos e sardinha assada num dos restaurantes da rua principal e fomos fazer a digestão para a Praia dos Buizinhos.

Praia dos Buizinhos, Porto Covo
Alvesgaspar / CC BY-SA

No final da tarde, com muita nostalgia, chegámos a Lisboa para entregar a autocaravana. Foram umas férias incríveis! Eu sou suspeita, porque tenho uma paixão por autocaravanas, mas é realmente uma vivência que se tem com a natureza, e os locais onde se fica, que não tem comparação! Todos no final achámos que de uma próxima vez, gostávamos de fazer estas férias com menos paragens, ou com paragens mais longas em cada sítio, pelo que vos deixo já essa recomendação se estão a planear uma viagem de autocaravana pela Costa Vicentina. Porque tal como é bom conhecer sítios lindos, também faz parte da experiência montar uma cama de rede ao lado da autocaravana, ficar a ver as estrelas e relaxar sem hora de partida. E definitivamente Portugal é um paraíso para fazer este tipo de aventuras! 🙂 🚌

Se tiverem alguma questão, não hesitem em contactar-me ou deixar mensagem em baixo! Boas viagens, e mantenham-se verdes! 🌍🙋‍♀️

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